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terça-feira, 27 de maio de 2014

RESUMO: Período Regencial

Neste resumo, você vai conhecer sobre o Período Regencial no Brasil, as principais transformações no país e as revoltas que quase acabaram com a unidade nacional.
Para acessar ao resumo, clique aqui.









segunda-feira, 26 de maio de 2014

Questão: Crise no Período Regencial

Na prova do Enem 2010, tente resolver esta questão sobre as questões políticas, sociais e econômicas que fizeram do período Regencial um dos mais turbulantes da história brasileira.
Questão 31
Após a abdicação de D. Pedro I, o Brasil atravessou um período marcado por inúmeras crises: as diversas forças políticas lutavam pelo poder e as reivindicações populares eram por melhores condições de vida e pelo direito de participação na vida política do país. Os conflitos representavam também o protesto contra a centralização do governo. Nesse período, ocorreu também a expansão da cultura cafeeira e o surgimento do poderoso grupo dos “barões do café”, para o qual era fundamental a manutenção da escravidão e do tráfico negreiro.
O contexto do Período Regencial foi marcado

a) por revoltas populares que reclamavam a volta da monarquia.
b) por várias crises e pela submissão das forças políticas ao poder central.
c) pela luta entre os principais grupos políticos que reivindicavam melhores condições de vida.
d) pelo governo dos chamados regentes, que promoveram a ascensão social dos “barões do café”.
e) pela convulsão política e por novas realidades econômicas que exigiam o reforço de velhas realidades sociais.
RESPOSTA: E

VÍDEOS:Período Regencial

Teleaula: Período Regencial

PARTE 2

Teleaula: Revoltas no Período Regencial

PARTE 2


QUIZ: Período Regencial

Para ter acesso ao quiz, clique aqui.

4 revoltas do período regencial brasileiro

O período regencial foi um período muito turbulento na história do Brasil. A abdicação de D. Pedro I, associado a insatisfações políticas e econômicas que atravessavam o país, fizeram estourar várias revoltas, a maioria com tendências separatistas, que colocaram em risco a unidade nacional. Neste sentido, conheça 4 revoltas do período regencial brasileiro. A maior parte das revoltas foram sufocadas pelas forças do governo, com exceção da Revolução Farroupilha, que terminou mediante negociação.
Cabanagem
Revolta da Cabanagem
A Cabanagem ocorreu na província do Pará, de 1835 a 1840. Seu nome deriva das cabanas construídas às margens dos rios, onde vivia a maior parte da população. Os principais líderes foram Félix Malcher, Francisco Vinagre e Eduardo Angelim. As causas principais foram a revolta dos liberais contra o presidente nomeado pelo governo regencial e a situação de miséria dos cabanos. A revolta resultou no domínio sobre Belém durante um ano e lutas no interior do Pará. Além disso, acarretou a morte de 40% da população da província.

Sabinada

Revolta da Sabinada
Sabinada ocorreu na província da Bahia, de 1837 a 1838. Seu nome se originou do líder do movimento, o médico Francisco Sabino. A causa principal foi a insatisfação com as autoridades impostas pelos regentes na província. A revolta resultou na organização da República Bahiense.

Balaiada

Revolta da Balaiada
Balaiada ocorreu na província do Maranhão, de 1838 a 1841. Seu nome deriva do fato que parte dos revoltosos eram fabricantes de balaios. Os principais líderes foram Manuel “Balaio”, Raimundo Gomes e Cosme. As causas principais foram a insatisfação com o presidente nomeado pelos regentes e as precárias condições de vida dos vaqueiros, fazedores de balaios e escravos. A revolta resultou na conquista da vila de Caxias e na anistia dos revoltosos.

Revolução Farroupilha

Revolução Farroupilha
Revolução Farroupilha ocorreu na província do Rio Grande do Sul, de 1835 a 1845. Seu nome se originou dos precários trajes dos revoltosos. Seus principais líderes foram Bento Gonçalves e Giuseppe Garibaldi. As causas principais foram os altos impostos sobre produtos gaúchos e exigência por mudanças políticas. A revolta resultou na criação da República Rio-Grandense, no Rio Grande do Sul e na República Juliana, em Santa Catarina. Os revoltosos foram anistiados.

Infográfico: Pará na época da Cabanagem

Neste infográfico, você vai saber como vivia a população paraense às vésperas do conflito conhecido como Cabanagem. Vai conhecer as suas condições de vida e moradia, suas relações de trabalho, suas ferramentas e o papel da mulher nas comunidades do Pará.
Para ter acesso ao infográfico, clique aqui.

10 curiosidades sobre a Cabanagem

A Cabanagem foi um importante evento ocorrido no Período Regencial Brasileiro, um dos episódios que marcam o período como um dos mais turbulentos da História do Brasil. Nesta postagem, vamos conhecer 10 curiosidades sobre a Cabanagem
Revolta da Cabanagem
- O nome da revolta veio de uma característica comum entre os rebeldes. Muito pobres e explorados na economia extrativista da região, eles moravam em cabanas simples de barro, cobertas de palha. Daí veio o nome Cabanagem.
 - O primeiro ataque da revolta ocorreu no dia 6 de janeiro de 1835. Era noite de festa de Reis no Brasil Império e o povo de Belém festejava ao luar. Autoridades portuguesas e famílias poderosas brindavam na noite de gala do Teatro da Providência.
- À saída do teatro, o presidente da província, Bernardo Lobo de Souza, foi para a casa da amante. Demorou a perceber o caos na cidade. Esgueirando-se pelos quintais, de casa em casa, conseguiu ficar escondido até o início do outro dia. Quando saiu à rua, foi morto à bala por um índio tapuio.
- Dentre os grupos de revoltosos paraenses, estavam comerciantes, fazendeiros e intelectuais apartados das decisões na província, indígenas, negros escravos e libertos, mamelucos, cafuzos, mulatos e mestiços. A diversidade étnica dos revoltosos era tamanha  que surpreendeu os soldados aliados à Regência.
- Há quem compare a tomada do palácio do governo pelos cabanos à Queda da Bastilha, marco da Revolução Francesa, em 1789. Era grande a presença de estrangeiros na região, inclusive franceses. A França costumava exilar prisioneiros na vizinha Guiana Francesa e alguns desciam até o Pará.
Cabanos tomando Belém, a capital da província do Pará
- Intrigas e traições entre os líderes cabanos causaram tanto prejuízo quanto as tropas inimigas. O primeiro presidente indicado, Félix Malcher, simpático ao Império, foi chamado de traidor e assassinado em meio à disputa de poder com o comandante de armas, Antônio Vinagre.
- Ao todo, três líderes rebeldes presidiram a província do Pará. Já na primeira gestão, uma moeda antiga passou a ser reutilizada e só valia no estado. Cabanos se apropriaram de casas de famílias portuguesas ou ligadas ao antigo regime. O porte de armas entre eles foi legalizado.
- A situação de Belém foi se tornando deplorável. Destruída pelos combates, enfrentou epidemias de varíola, cólera e beribéri. A população passava fome. O primeiro contra-ataque do governo provocou a fuga dos cabanos para o interior. A ofensiva teve a ajuda do presidente Francisco Vinagre.
- O último presidente cabano, Eduardo Angelim, foi derrotado pela poderosa esquadra do brigadeiro Francisco José Soares de Andrea. A caça aos cabanos pela Amazônia prosseguiu até 1840. Mais de 30 mil rebeldes foram executados, um terço dos habitantes da província. A tortura era comum.
- No fim da revolta, Belém só tinha, praticamente, mulheres, crianças e idosos. Muitas mulheres foram atacadas e violentadas, do lado cabano e das famílias ligadas à Regência. Parte do trabalho de troca de informações e suprimento de comida para os cabanos era feita por mulheres.