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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

QUESTÃO: AS CRUZADAS

Questão 13: ENEM 2006
Os cruzados avançavam em silêncio, encontrando por todas as partes ossadas humanas, trapos e bandeiras. No meio desse quadro sinistro, não puderam ver, sem estremecer de dor, o acampamento onde Gauthier havia deixado as mulheres e crianças. Lá, os cristãos tinham sido surpreendidos pelos muçulmanos, mesmo no momento em que os sacerdotes celebravam o sacrifício da Missa. As mulheres, as crianças, os velhos, todos os que a fraqueza ou a doença conservava sob as tendas, perseguidos até os altares, tinham sido levados para a escravidão ou imolados por um inimigo cruel. A multidão dos cristãos, massacrada naquele lugar, tinha ficado sem sepultura.
(J. F. Michaud. História das cruzadas. São Paulo: Editora das Américas, 1956 (com adaptações)).
Foi, de fato, na sexta-feira 22 do tempo de Chaaban, do ano de 492 da Hégira, que os franj* se apossaram da Cidade Santa, após um sítio de 40 dias. Os exilados ainda tremem cada vez que falam nisso, seu olhar se esfria como se eles ainda tivessem diante dos olhos aqueles guerreiros louros, protegidos de armaduras, que espelham pelas ruas o sabre cortante, desembainhado, degolando homens, mulheres e crianças, pilhando as casas, saqueando as mesquitas.
*franj = cruzados.
(Amin Maalouf. As Cruzadas vistas pelos árabes. 2.ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1989 (com adaptações)).
Avalie as seguintes afirmações a respeito dos textos acima, que tratam das Cruzadas.
I- Os textos referem-se ao mesmo assunto — as Cruzadas, ocorridas no período medieval —, mas apresentam visões distintas sobre a realidade dos conflitos religiosos desse período histórico.
II- Ambos os textos narram partes de conflitos ocorridos entre cristãos e muçulmanos durante a Idade Média e revelam como a violência contra mulheres e crianças era prática comum entre adversários.
III- Ambos narram conflitos ocorridos durante as Cruzadas medievais e revelam como as disputas dessa época, apesar de ter havido alguns confrontos militares, foram resolvidas com base na idéia do respeito e da tolerância cultural e religiosa.
É correto apenas o que se afirma em
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.
RESPOSTA : D

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Questão: Crash de 1929 e Crise de 2009

Enem-Crise-Financeira-1929-2009
Para ter mais informações sobre este exame nacional, fique atualizado nas notícias sobre o Enem.
TEXTO I
A Europa entrou em estado de exceção, personificado por obscuras forças econômicas sem rosto ou localização física conhecida que não prestam contas a ninguém e se espalham pelo globo por meio de milhões de transações diárias no ciberespaço.
(ROSSI, C. Nem fim do mundo nem mundo novo. Folha de S.Paulo, 11 dez. 2011 (adaptado).
TEXTO II
Estamos imersos numa crise financeira como nunca tínhamos visto desde a Grande Depressão iniciada em 1929 nos Estados Unidos.
(Entrevista de George Soros. Disponível em: www.nybooks.com. Acesso em: 17 ago. 2011 (adaptado).
A comparação entre os significados da atual crise econômica e do crash de 1929 oculta a principal diferença
entre essas duas crises, pois
a) o crash da Bolsa em 1929 adveio do envolvimento dos EUA na I Guerra Mundial e a atual crise é o resultado dos gastos militares desse país nas guerras do Afeganistão e Iraque.
b) a crise de 1929 ocorreu devido a um quadro de superprodução industrial nos EUA e a atual crise resultou da especulação financeira e da expansão desmedida do crédito bancário.
c) a crise de 1929 foi o resultado da concorrência dos países europeus reconstruídos após a I Guerra e a atual crise se associa à emergência dos BRICS como novos concorrentes econômicos.
d) o crash da Bolsa em 1929 resultou do excesso de proteções ao setor produtivo estadunidense e a atual crise tem origem na internacionalização das empresas e no avanço da política de livre mercado.
e) a crise de 1929 decorreu da política intervencionista norte-americana sobre o sistema de comércio mundial e a atual crise resultou do excesso de regulação do governo desse país sobre o sistema monetário.







resposta:B 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Questão ENEM: Sociedade no Antigo Regime

Na prova do Enem 2006, tente resolver esta questão sobre os elementos que compunham as diferentes classe sociais no período conhecido como Antigo Regime. A resolução está logo abaixo da questão.


Questão 14:
O que chamamos de corte principesca era, essencialmente, o palácio do príncipe. Os músicos eram tão indispensáveis nesses grandes palácios quanto os pasteleiros, os cozinheiros e os criados. Eles eram o que se chamava, um tanto pejorativamente, de criados de libré. A maior parte dos músicos ficava satisfeita quando tinha garantida a subsistência, como acontecia com as outras pessoas de classe média na corte; entre os que não se satisfaziam, estava o pai de Mozart. Mas ele também se curvou às circunstâncias a que não podia escapar.
(Norbert Elias. Mozart: sociologia de um gênio. Ed. Jorge Zahar, 1995, p. 18 (com adaptações)).
Considerando-se que a sociedade do Antigo Regime dividia-se tradicionalmente em estamentos: nobreza, clero e 3.° Estado, é correto afirmar que o autor do texto, ao fazer referência a “classe média”, descreve a sociedade utilizando a noção posterior de classe social a fim de
a) aproximar da nobreza cortesã a condição de classe dos músicos, que pertenciam ao 3.° Estado.
b) destacar a consciência de classe que possuíam os músicos, ao contrário dos demais trabalhadores manuais.
c) indicar que os músicos se encontravam na mesma situação que os demais membros do 3.° Estado.
d) distinguir, dentro do 3.° Estado, as condições em que viviam os “criados de libré” e os camponeses.
e) comprovar a existência, no interior da corte, de uma luta de classes entre os trabalhadores manuais.




RESPOSTA: C

EXERCÍCIOS: ABSOLUTISMO

Neste caça-palavras, você deve encontrar alguns termos relacionados com o período histórico, conhecido como Absolutismo. CLIQUE AQUI PARA INICIAR.



Esta atividade visa destacar a aliança entre o rei e a burguesia, no início da Idade Moderna, que deu origem às monarquias nacionais. Neste caso, deve-se preencher, nas linhas abaixo, de que forma o rei e a burguesia se beneficiaram desta aliança, ou casamento.




segunda-feira, 26 de maio de 2014

Atividade: Jogo sobre Sistema de Parceria

O que foi o sistema de parceria?

Os imigrantes, em grande parte europeus, vieram para substituir a mão-de-obra escrava. Boa parte tentava fugir do desemprego, buscando, no Brasil, melhores condições de vida. Outros foram seduzidos pelas propostas de parcerias dos cafeicultores. Conhecida como Sistema de Parceria, os cafeicultores propunham custear o transporte dos imigrantes europeus até suas fazendas e estes, por sua vez, pagariam os fazendeiros com trabalho. Este sistema, no geral, não obteve sucesso, em razão dos elevados juros cobrados sobre as dívidas assumidas pelos imigrantes, e também dos maus tratos sofridos por eles.
O Segundo Reinado foi um período de grandes transformações sociais, políticas e econômicas no Brasil. Dentre estas transformações, estão a vinda dos imigrantes europeus e asiáticos para trabalhar nas lavouras de café e substituir, gradativamente, o trabalho escravo. Este jogo é sobre o sistema de parceria. Teste seus conhecimentos!
Para jogar, clique aqui.

Como Segundo Reinado é cobrado no Enem

Segundo Reinado foi o período que ocorreu entre 1840, quando D. Pedro II assume o poder no Brasil, até 1889, data da Proclamação da República. Este momento foi marcado por muitas transformações sociais e econômicas no país.
Segundo Reinado no Enem
Escravidão e Abolicionismo
A questão do escravismo e o movimento abolicionista tem sido um dos temas mais recorrentes na prova de história, desde o início do Enem, em 1998. A partir do novo Enem (2009 a 2011), o número de questões diminuiu, mas não quer dizer que não venha a cair nas próximas edições. Fique atento!
Após a Guerra do Paraguai (1865-1870), a escravidão passou a ser cada vez mais questionada e o movimento abolicionista, que defendia o fim da escravidão, ficou ainda mais forte. Isto porque os negros que participaram da guerra tinham a promessa de liberdade quando – e se – voltassem.
Paralelamente ao movimento abolicionista, muitas leis foram criadas com a intenção de acabar com a escravidão ou reduzir seus efeitos. Dente estas leis, estão a Lei Eusébio de Queiroz, Lei do Ventre Livre, Lei do Sexagenário, entre outras.
Em 13 de maio de 1888, a escravidão foi abolida. No entanto, o fato não significou uma devida inserção dos negros recém-libertos na sociedade brasileira. A muitos faltou trabalho e moradia, condição indispensável ao exercício da cidadania.

Vinda dos Imigrantes

À medida que o escravismo ia perdendo a força no país, a demanda de uma nova força de trabalho aumentava. A crise econômica na Europa, na segunda metade do século XIX – associada a uma forte propaganda – fez com que vários imigrantes europeus viessem ao Brasil, geralmente para trabalhar nas lavouras de café.

Questão: Crise no Período Regencial

Na prova do Enem 2010, tente resolver esta questão sobre as questões políticas, sociais e econômicas que fizeram do período Regencial um dos mais turbulantes da história brasileira.
Questão 31
Após a abdicação de D. Pedro I, o Brasil atravessou um período marcado por inúmeras crises: as diversas forças políticas lutavam pelo poder e as reivindicações populares eram por melhores condições de vida e pelo direito de participação na vida política do país. Os conflitos representavam também o protesto contra a centralização do governo. Nesse período, ocorreu também a expansão da cultura cafeeira e o surgimento do poderoso grupo dos “barões do café”, para o qual era fundamental a manutenção da escravidão e do tráfico negreiro.
O contexto do Período Regencial foi marcado

a) por revoltas populares que reclamavam a volta da monarquia.
b) por várias crises e pela submissão das forças políticas ao poder central.
c) pela luta entre os principais grupos políticos que reivindicavam melhores condições de vida.
d) pelo governo dos chamados regentes, que promoveram a ascensão social dos “barões do café”.
e) pela convulsão política e por novas realidades econômicas que exigiam o reforço de velhas realidades sociais.
RESPOSTA: E

Questão: Cidadania na Grécia Antiga

Na prova do Enem 2009, tente resolver esta questão sobre a forma como a cidadania era vista e praticada pelos habitantes da Grécia Antiga e as qualidades do cidadão. A resolução está logo abaixo da questão.
Questão 58:
Segundo Aristóteles, “na cidade com o melhor conjunto de normas e naquela dotada de homens absolutamente justos, os cidadãos não devem viver uma vida de trabalho trivial ou de negócios — esses tipos de vida são desprezíveis e incompatíveis com as qualidades morais —, tampouco devem ser agricultores os aspirantes à cidadania, pois o lazer é indispensável ao desenvolvimento das qualidades morais e à prática das atividades políticas”.
(VAN ACKER, T. Grécia. A vida cotidiana na cidade-Estado. São Paulo: Atual, 1994).
O trecho, retirado da obra Política, de Aristóteles, permite compreender que a cidadania
a) possui uma dimensão histórica que deve ser criticada, pois é condenável que os políticos de qualquer época fiquem entregues à ociosidade, enquanto o resto dos cidadãos tem de trabalhar.
b) era entendida como uma dignidade própria dos grupos sociais superiores, fruto de uma concepção política profundamente hierarquizada da sociedade.
c) estava vinculada, na Grécia Antiga, a uma percepção política democrática, que levava todos os habitantes da pólis a participarem da vida cívica.
d) tinha profundas conexões com a justiça, razão pela qual o tempo livre dos cidadãos deveria ser dedicado às atividades vinculadas aos tribunais.
e) vivida pelos atenienses era, de fato, restrita àqueles que se dedicavam à política e que tinham tempo para resolver os problemas da cidade.

RESPOSTA:B

QUESTÕES: EGITO ANTIGO

Na prova do Enem 2008, tente resolver esta questão sobre as cheias do rio Nilo, o rio mais importante para os habitantes do antigo Egito, responsável pela fertilização do solo em suas margens. 
Questão 41:
Ao visitar o Egito do seu tempo, o historiador grego Heródoto (484 – 420/30 a.C.) interessou-se por fenômenos que lhe pareceram incomuns, como as cheias regulares do rio Nilo. A propósito do assunto, escreveu o seguinte:
“Eu queria saber por que o Nilo sobe no começo do verão e subindo continua durante cem dias; por que ele se retrai e a sua corrente baixa, assim que termina esse número de dias, sendo que permanece baixo o inverno inteiro, até um novo verão. Alguns gregos apresentam explicações para os fenômenos do rio Nilo. Eles afirmam que os ventos do noroeste provocam a subida do rio, ao impedir que suas águas corram para o mar. Não obstante, com certa freqüência, esses ventos deixam de soprar, sem que o rio pare de subir da forma habitual. Além disso, se os ventos do noroeste produzissem esse efeito, os outros rios que correm na direção contrária aos ventos deveriam apresentar os mesmos efeitos que o Nilo, mesmo porque eles todos são pequenos, de menor corrente.”
(Heródoto. História (trad.). livro II, 19-23. Chicago: Encyclopaedia Britannica Inc. 2.ª ed. 1990, p. 52-3 (com adaptações)).
Nessa passagem, Heródoto critica a explicação de alguns gregos para os fenômenos do rio Nilo. De acordo com o texto, julgue as afirmativas abaixo.
I- Para alguns gregos, as cheias do Nilo devem-se ao fato de que suas águas são impedidas de correr para o mar pela força dos ventos do noroeste.
II- O argumento embasado na influência dos ventos do noroeste nas cheias do Nilo sustenta-se no fato de que, quando os ventos param, o rio Nilo não sobe.
III- A explicação de alguns gregos para as cheias do Nilo baseava-se no fato de que fenômeno igual ocorria com rios de menor porte que seguiam na mesma direção dos ventos.
É correto apenas o que se afirma em
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.

Na prova do Enem 2009, tente resolver esta questão sobre os monumentos do Egito e o trabalho que está por trás de sua construção
Questão 50:
O Egito é visitado anualmente por milhões de turistas de todos os quadrantes do planeta, desejosos de ver com os próprios olhos a grandiosidade do poder esculpida em pedra há milênios: as pirâmides de Gizeh, as tumbas do Vale dos Reis e os numerosos templos construídos ao longo do Nilo.
O que hoje se transformou em atração turística era, no passado, interpretado de forma muito diferente, pois
a) significava, entre outros aspectos, o poder que os faraós tinham para escravizar grandes contingentes populacionais que trabalhavam nesses monumentos.
b) representava para as populações do alto Egito a possibilidade de migrar para o sul e encontrar trabalho nos canteiros faraônicos.
c) significava a solução para os problemas econômicos, uma vez que os faraós sacrificavam aos deuses suas riquezas, construindo templos.
d) representava a possibilidade de o faraó ordenar a sociedade, obrigando os desocupados a trabalharem em obras públicas, que engrandeceram o próprio Egito.
e) significava um peso para a população egípcia, que condenava o luxo faraônico e a religião baseada em crenças e superstições.

RESPOSTAS: QUESTÃO 41: A
                       QUESTÃO 50: A

terça-feira, 20 de maio de 2014

QUIZ: DITADURA MILITAR NO BRASIL


Para acessar ao quizz sobre o Período militar no Brasil clique AQUI

Questões: Ditadura Militar no Brasil

Questão: UNE e Centro Popular de Cultura


ENEM 2011: QUESTÃO 43
Em meio às turbulências vividas na primeira metade dos anos 1960, tinha-se a impressão de que as tendências de esquerda estavam se fortalecendo na área cultural. O Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE) encenava peças de teatro que faziam agitação e propaganda em favor da luta pelas reformas de base e satirizavam o “imperialismo” e seus “aliados internos”.
(KONDER, L. História das ideias socialistas no Brasil. São Paulo: Expressão Popular, 2003).
No início da década de 1960, enquanto vários setores da esquerda brasileira consideravam que o CPC da UNE era uma importante forma de conscientização das classes trabalhadoras, os setores conservadores e de direita (políticos vinculados à União Democrática Nacional – UDN –, Igreja Católica, grandes empresários etc.) entendiam que esta organização
a) constituía mais uma ameaça para a democracia brasileira, ao difundir a ideologia comunista.
b) contribuía com a valorização da genuína cultura nacional, ao encenar peças de cunho popular.
c) realizava uma tarefa que deveria ser exclusiva do Estado, ao pretender educar o povo por meio da cultura.
d) prestava um serviço importante à sociedade brasileira, ao incentivar a participação política dos mais pobres.
e) diminuía a força dos operários urbanos, ao substituir os sindicatos como instituição de pressão política sobre o governo
QUESTÃO: MÚSICA NA DITADURA MILITAR
ENEM 2010: QUESTÃO 38
Opinião
Podem me prender
Podem me bater
Podem até deixar-me sem comer
Que eu não mudo de opinião.
Aqui do morro eu não saio não
Aqui do morro eu não saio não.
Se não tem água
Eu furo um poço
Se não tem carne
Eu compro um osso e ponho na sopa
E deixa andar, deixa andar…
Falem de mim
Quem quiser falar
Aqui eu não pago aluguel
Se eu morrer amanhã seu doutor,
Estou pertinho do céu
(Zé Ketti. Opinião. Disponível em: http:/www.mpbnet.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010)
Essa música fez parte de um importante espetáculo teatral que estreou no ano de 1964, no Rio de Janeiro. O papel exercido pela Música Popular Brasileira (MPB) nesse contexto, evidenciado pela letra de música citada, foi o de
a) entretenimento para os grupos intelectuais.
b) valorização do progresso econômico do país.
c) crítica à passividade dos setores populares.
d) denúncia da situação social e política do país.
e) mobilização dos setores que apoiavam a Ditadura Militar.

Questão: Ditadura e Copa de 1970

ENEM 2006: QUESTÃO 18
Os textos a seguir foram extraídos de duas crônicas publicadas no ano em que a seleção brasileira conquistou o tricampeonato mundial de futebol. O General Médici falou em consistência moral. Sem isso, talvez a vitória nos escapasse, pois a disciplina consciente, livremente aceita, é vital na preparação espartana para o rude teste do campeonato. Os brasileiros portaram-se não apenas como técnicos ou profissionais, mas como brasileiros, como cidadãos deste grande país, cônscios de seu papel de representantes de seu povo. Foi a própria afirmação do valor do homem brasileiro, como salientou bem o presidente da República. Que o chefe do governo aproveite essa pausa, esse minuto de euforia e de efusão patriótica, para meditar sobre a situação do país. (…) A realidade do Brasil é a explosão patriótica do povo ante a vitória na Copa.
(Danton Jobim. Última Hora, 23/6/1970 (com adaptações)).
O que explodiu mesmo foi a alma, foi a paixão do povo: uma explosão incomparável de alegria, de entusiasmo, de orgulho. (…) Debruçado em minha varanda de Ipanema, [um velho amigo] perguntava: — Será que algum terrorista se aproveitou do delírio coletivo para adiantar um plano seu qualquer, agindo com frieza e precisão? Será que, de outro lado, algum carrasco policial teve ânimo para voltar a torturar sua vítima logo que o alemão apitou o fim do jogo?
(Rubem Braga. Última Hora, 25/6/1970 (com adaptações)).
Avalie as seguintes afirmações a respeito dos dois textos e do período histórico em que foram escritos.
I – Para os dois autores, a conquista do tricampeonato mundial de futebol provocou uma explosão de alegria popular.
II – Os dois textos salientam o momento político que o país atravessava ao mesmo tempo em que conquistava o tricampeonato.
III – À época da conquista do tricampeonato mundial de futebol, o Brasil vivia sob regime militar, que, embora politicamente autoritário, não chegou a fazer uso de métodos violentos contra seus opositores.
É correto apenas o que se afirma em
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.


RESPOSTAS: 
QUESTÃO 43: A
QUESTÃO 38: D
QUESTÃO 18: d





segunda-feira, 14 de abril de 2014

QUIZ: Persas, Hebreus e Fenícios

QUIZ HEBREUS
QUIZ FENÍCIOS
QUIZ PERSAS

QUESTÃO: Judaísmo e Islamismo

Na prova do Enem 2008, tente resolver esta questão sobre aspectos de ordem cultural e histórica que unem o islamismo e o judaísmo, duas das maiores religiões da atualidade. A resolução está logo abaixo da questão.


Existe uma regra religiosa, aceita pelos praticantes do judaísmo e do islamismo, que proíbe o consumo de carne de porco. Estabelecida na Antiguidade, quando os judeus viviam em regiões áridas, foi adotada, séculos depois, por árabes islamizados, que também eram povos do deserto.
Essa regra pode ser entendida como
a) uma demonstração de que o islamismo é um ramo do judaísmo tradicional.
b) um indício de que a carne de porco era rejeitada em toda a Ásia.
c) uma certeza de que do judaísmo surgiu o islamismo.
d) uma prova de que a carne do porco era largamente consumida fora das regiões áridas.
e) uma crença antiga de que o porco é um animal impuro.
Resposta: Letra E

terça-feira, 8 de abril de 2014

Como Primeiro Reinado é cobrado no Enem

Primeiro Reinado no Enem
Independência do Brasil
Desde 1530, o Brasil era colônia de Portugal. A partir da chegada de D. João VI – rei de Portugal – ao Brasil, em 1808, muitas transformações ocorreram no país. Estas transformações enfraqueceram o domínio português no país, criando as condições para a separação definitiva. A Independência do Brasil ocorreu em 7 de setembro de 1822.
Apesar da separação política, o processo de independência foi conduzido por setores mais conservadores da sociedade brasileira. Não houve, assim, rompimento com várias características da época colonial, como a economia agrícola e a escravidão. Além disso, o processo aumentou a dependência econômica no país.

Constituição de 1824

Dentre as medidas que D. Pedro I adotou ao se tornar imperador no Brasil, foi a abertura de uma assembleia constituinte com o objetivo de criar uma constituição no país. Assim, a primeira (o país teve sete constituições!) ficou conhecida como Constituição de 1824.
A carta magna, como também era chamada, não representou motivos para comemorar, devido ao cunho autoritário. O voto censitário, por exemplo, ficava restrito aos grupos com alto poder aquisitivo. Além disso, havia uma disposição que dava ao imperador poder político total, chamado de Poder Moderador.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

QUESTÕES: Vinda da Corte

RESPOSTAS LOGO ABAIXO DA QUESTÃO
Questão 25:
Em 2008 foram comemorados os 200 anos da mudança da família real portuguesa para o Brasil, onde foi instalada a sede do reino. Uma sequência de eventos importantes ocorreu no período 1808-1821, durante os 13 anos em que D. João VI e a família real portuguesa permaneceram no Brasil.
Entre esses eventos, destacam-se os seguintes:
• Bahia – 1808: Parada do navio que trazia a família real portuguesa para o Brasil, sob a proteção da marinha britânica, fugindo de um possível ataque de Napoleão.
• Rio de Janeiro – 1808: desembarque da família real portuguesa na cidade onde residiriam durante sua permanência no Brasil.
• Salvador – 1810: D. João VI assina a carta régia de abertura dos portos ao comércio de todas as nações amigas, ato antecipadamente negociado com a Inglaterra em troca da escolta dada à esquadra portuguesa.
• Rio de Janeiro – 1816: D. João VI torna-se rei do Brasil e de Portugal, devido à morte de sua mãe, D. Maria I.
• Pernambuco – 1817: As tropas de D. João VI sufocam a revolução republicana.
GOMES. L. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta, 2007 (adaptado)
Uma das consequências desses eventos foi
a) a decadência do império britânico, em razão do contrabando de produtos ingleses através dos portos brasileiros.
b) o fim do comércio de escravos no Brasil, porque a Inglaterra decretara, em 1806, a proibição do tráfico de escravos em seus domínios.
c) a conquista da região do rio da Prata em represália à aliança entre a Espanha e a França de Napoleão.
d) a abertura de estradas, que permitiu o rompimento do isolamento que vigorava entre as províncias do país, o que dificultava a comunicação antes de 1808.
e) o grande desenvolvimento econômico de Portugal após a vinda de D. João VI para o Brasil, uma vez que cessaram as despesas de manutenção do rei e de sua família

resposta: c

Questão 29
Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que o presente Alvará virem: que desejando promover e adiantar a riqueza nacional, e sendo um dos mananciais dela as manufaturas e a indústria, sou servido abolir e revogar toda e qualquer proibição que haja a este respeito no Estado do Brasil.
Alvará de liberdade para as indústrias (1º de abril de 1808). In Bonavides, P.; Amaral, R. Textos políticos da História do Brasil. Vol. 1. Brasília: Senado Federal, 2002 (adaptado).
O projeto industrializante de D. João, conforme expresso no alvará, não se concretizou. Que características desse período explicam esse fato?
a) A ocupação de Portugal pelas tropas francesas e o fechamento das manufaturas portuguesas.
b) A dependência portuguesa da Inglaterra e o predomínio industrial inglês sobre suas redes de comércio.
c) A desconfiança da burguesia industrial colonial diante da chegada da família real portuguesa.
d) O confronto entre a França e a Inglaterra e a posição dúbia assumida por Portugal no comércio internacional.
e) O atraso industrial da colônia provocado pela perda de mercados para as indústrias portuguesas

resposta: b

EXERCÍCIOS: PERÍODO DEMOCRÁTICO



Como Período Democrático cai no Enem

Período Democrático ocorreu a partir da saída de Getúlio Vargas do poder, em 1945, até o golpe militar que abreviou o mandato do presidente João Goulart, em 1964. Durante este período, o Brasil presenciou uma tentativa de governo democrático, grandes mudanças econômicas e culturais e a mudança de capital.
Período Democrático no Enem
Para saber mais detalhes a respeito do período e ficar ligado nos tópicos que vamos abordar abaixo, sugerimos que você leia o resumo sobre o Período Democrático. Conheça as obras dos principais presidentes e fique ligado nos conceitos mais importantes.
Se possível, também assista ao vídeo sobre o Período Democrático, de Bóris Fausto.

Presidentes e suas obras

Neste período, houve uma sucessão de presidentes, dentre eles Getúlio Vargas, que voltou ao poder em 1951. É necessário conhecer as principais obras de cada presidente, assim como o seu tempo de mandato. Todas as questões analisadas tratam, de certa forma, destas obras. O resumo indicado acima vai guiá-lo.

Conflitos político-sociais

Apesar da pretensa democracia do período, ele não ficou isento de vários conflitos políticos e sociais. Dentre os sujeitos responsáveis pelos conflitos políticos, está a figura de Carlos Lacerda, que fez oposição a vários presidentes, de Getúlio Vargas a Juscelino Kubitscheck.
Os conflitos sociais, grosso modo, ocorreram devido ao fato de que as reformas econômicas (em especial as de Kubitscheck) não costumavam beneficiar a maior parte da população. Estes conflitos estão relacionados, geralmente, a movimentos de esquerda, alguns ligados ao comunismo.

domingo, 16 de março de 2014

QUESTÃO TROPEIRISMO

Na prova do Enem 2010, tente resolver esta questão sobre os tropeiros  e o tropeirismo, durante o período colonial brasileiro
Tropeiros andando a cavalo
Esta questão aborda o Ciclo da Mineração, da ação dos tropeiros no século XVIII. Para conhecer mais sobre o período e contexto em que ocorreu o tropeirismo, leia o resumo sobre o Ciclo da Mineração.

Questão

Questão 19:
Os tropeiros foram figuras decisivas na formação de vilarejos e cidades do Brasil colonial. A palavra tropeiro vem de “tropa” que, no passado, se referia ao conjunto de homens que transportava gado e mercadoria. Por volta do século XVIII, muita coisa era levada de um lugar a outro no lombo de mulas. O tropeirismo acabou associado à atividade mineradora, cujo auge foi a exploração de ouro em Minas Gerais e, mais tarde, em Goiás. A extração de pedras preciosas também atraiu grandes contingentes populacionais para as novas áreas e, por isso, era cada vez mais necessário dispor de alimentos e produtos básicos. A alimentação dos tropeiros era constituída por toucinho, feijão preto, farinha, pimenta-do-reino, café, fubá e coité (um molho de vinagre com fruto cáustico espremido). Nos pousos, os tropeiros comiam feijão quase sem molho com pedaços de carne de sol e toucinho, que era servido com farofa e couve picada. O feijão tropeiro é um dos pratos típicos da cozinha mineira e recebe esse nome porque era preparado pelos cozinheiros das tropas que conduziam o gado.
A criação do feijão tropeiro na culinária brasileira está relacionada à
a) atividade comercial exercida pelos homens que trabalhavam nas minas.
b) atividade culinária exercida pelos moradores cozinheiros que viviam nas regiões das minas.
c) atividade mercantil exercida pelos homens que transportavam gado e mercadoria.
d) atividade agropecuária exercida pelos tropeiros que necessitavam dispor de alimentos.
e) atividade mineradora exercida pelos tropeiros no auge da exploração do ouro.








RESPOSTA: C

QUIZ CICLO DO OURO

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