terça-feira, 12 de agosto de 2014

Série Construindo um Império: Roma e Império Bizantino

ROMA
IMPÉRIO BIZANTINO

Vídeo aulas: Roma Antiga e Império Bizantino

O MUNDO ROMANO
DIVISÃO DO IMPÉRIO ROMANO
IMPÉRIO BIZANTINO


Resumo: Roma Antiga











Neste jogo, você interpreta um treinador de gladiadores, que deve vestir seus guerreiros adequadamente para que sejam vitoriosos na arena. Se os gladiadores forem vestidos corretamente, de acordo com seu estilo de luta, eles ganham a espada de madeira do imperador, o que representa a liberdade.
PARA JOGAR O GAME CLIQUE AQUI.

Os Primeiros Séculos do Cristianismo


O cristianismo é a religião praticada pela maior parte da humanidade, contando com aproximadamente 2,3 bilhões de adeptos. Quando Jesus nasceu o Império Romano era governado por Caio Otávio e a Judéia era governada por procuradores romanos que estavam estabelecidos na cidade de Cesareia, nas margens do Mediterrâneo.

Os romanos adotaram na Judéia, que é o berço do cristianismo, a mesma postura política que tinham em qualquer uma das regiões conquistadas. Os povos conquistados poderiam manter o seu culto dede que não desafiassem minimamente as autoridades romanas.

O cristianismo, na medida em que defendia o monoteísmo chocava-se com o caráter divino atribuído aos imperadores romanos, isso sem contar, que era totalmente antagônico ao panteão de deuses romanos.

As cobranças de impostos e dominação externa criavam pontos de tensão e de revolta na região. Acredita-se que, por um lado, o movimento de Jesus de Nazaré fazia parte desses descontentamentos em relação à dominação romana. Jesus foi preso e acabou julgado pelo Sinédrio (conselho judaico) sendo posteriormente condenado à crucificação pelo governador romano da Judeia, Pôncio Pilatos.

O cristianismo em si pregava uma mensagem que chocava com os costumes romanos, com o princípio da igualdade entre os homens perante Deus, o desapego às riquezas materiais, o pacifismo, e principalmente a ideia de um reino para além dos limites da terra, angariando gradativamente muitos adeptos e seguidores.

Inúmeras pessoas, geralmente dos extratos mais empobrecidos seguiram Jesus de Nazaré. Entre seus apóstolos, Paulo de Tarso, estendeu o campo de pregação para além da Judéia, estabelecendo comunidades cristãs e escrevendo cartas para orientá-las. Paulo seria o responsável, por, de fato, fundar o cristianismo.

Os cristãos acabaram sendo perseguidos e colocados na clandestinidade, reunindo-se secretamente em catacumbas para proferir sua fé. No século IV o imperador Diocleciano proibiu os ritos cristãos, determinou a prisão dos líderes religiosos e estipulou a pena de morte para todos que se opusessem aos deuses romanos.

Milhares de cristãos sofreram com a perseguição romana: torturados, crucificados, e acreditam alguns historiadores, até jogados às feras no Coliseu. Quanto mais os cristãos eram perseguidos, tanto mais crescia em número de novos adeptos.

Devemos considerar que a religião romana era utilitarista, ou seja, os romanos veneravam os deuses para obter benefícios imediatistas, como uma boa colheita. Contudo, na maioria das vezes os benefícios chegavam muita mais rapidamente para os patrícios do que para a população mais empobrecida. O segredo do cristianismo, por sua vez, reside no desapego dos bens materiais e, portanto, na ausência das promessas imediatistas, e, sobretudo, na crença da vida pós-morte, muito mais significativa do que a vida terrena, passageira e permeada pelo sofrimento.

Em 313 o imperador Constantino convertido ao cristianismo e decreta o Édito (decreto) de Milão possibilitando a liberdade de culto. Constantino passa a utilizar o famoso lábaro (cristograma, formado a partir das letras gregas Chi (χ) e Ró,(ρ), iniciais de Χριστός (“Cristo”, em grego). Conta-se que Constantino sonhou com este emblema e uma voz dizendo “Neste sinal conquistarás” (In hoc signo vinces). Ao acordar ordenou aos seus soldados que pusessem o emblema nos seus escudos; nesse mesmo dia lutaram contra as tropas de Magêncio e ganharam a Batalha da Ponte Mílvia (312), fora de Roma.


Em 390, Teodósio adota o cristianismo como religião oficial do Império. Mais do que isso, com o Édito de Tessalônica todos os súditos do Império Romano a se converterem ao cristianismo, considerando todas as outras crenças praticadas no Império “loucura e blasfêmia”, considerando heréticos todos aqueles que se negassem a seguir o cristianismo, seno passíveis de punição pela força divina e dos homens, ou seja, o Estado passava a perseguir e punir todos os indivíduos que se negassem a conversão ao cristianismo e a adoração da chamada santíssima trindade, uma das premissas básicas da fé cristã. De perseguido o cristianismo, tutelado agora pelo Estado se transformava em perseguidor.

A História de Átila o Huno

O "flagelo de Deus", considerado o mais bárbaro de todos os bárbaros, devastou durante anos os territórios do decadente Império Romano. Dotado de grande intuição militar, Átila se vangloriava: "A grama não volta a crescer onde pisa meu cavalo."
Retrato anônimo de Átila (provavelmente do século XIX).
Aparece representado como um europeu,
embora seus traços devessem ser de tipo mongólico
 ou centro-asiático.
Não se conhece a data exata do nascimento de Átila. Rei dos hunos desde 434, junto com o irmão Bleda, a primeira ação que se conhece dele foi a assinatura, em Margus, de um tratado de paz com o Império Romano do Oriente.
Em 441, Átila e Bleda assolaram com suas hostes a fronteira do Danúbio e tomaram Singidunum (Belgrado), porque Constantinopla se recusara a pagar os tributos combinados. Depois de um ano de guerra, os bizantinos conseguiram restabelecer a paz, mas os hunos romperam de novo o tratado e voltaram a ocupar e destruir as cidades do Danúbio. Dirigindo-se para Constantinopla, tomaram Filipópolis (Plovdiv), derrotaram as forças do império duas vezes e chegaram a sitiar a capital. Depois da derrota definitiva do exército imperial na península de Galípoli, Constantinopla foi obrigada a aceitar as leoninas condições impostas por Átila.
No ano de 445 Bleda foi assassinado pelo irmão, que assim tornou-se comandante único do exército mais temível da época. Dois anos mais tarde, Átila atacou novamente o império do Oriente, mas há poucas informações sobre essa campanha. As condições de paz estabelecidas em 449 com Teodósio II foram muito favoráveis aos hunos, que aumentaram seus domínios ao sul do Danúbio e continuaram recebendo vultosos tributos do império.
Átila modificou seus objetivos militares em 451, quando invadiu a Gália, com a intenção de ocupar Tolosa (hoje Toulouse), capital do reino visigodo. Ante a ameaça dos hunos, o general romano Aécio pediu ajuda ao rei visigodo Teodorico I. Os dois exércitos se defrontaram em 23 de fevereiro nos campos Catalâunicos. Na encarniçada batalha morreu o rei visigodo, mas os hunos foram derrotados e obrigados a abandonar a Gália.
O encontro de Leão I e Átila, de Rafael, no qual se pode ver São Pedro e São Paulo apoiando o papa do alto em seu encontro com o rei huno.
Desejoso de vingar a derrota, a primeira e única de sua vida, Átila invadiu a península itálica um ano mais tarde e saqueou Pádua, Verona e outras cidades; mas, antes de chegar a Roma, retrocedeu, por causa da epidemia de peste que se abatia sobre a Itália. Segundo a lenda, foram o papa Leão I e os emissários imperiais que o convenceram a desistir do ataque à capital do império do Ocidente. Depois de voltar para seu acampamento da Panônia, em 453, Átila casou-se e morreu na noite das bodas. Seus coveiros foram assassinados, para que nunca revelassem onde tinham sido sepultados seu corpo e seus tesouros.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A Verdadeira História de Drácula



      Vlad III, Príncipe da Valáquia  (1431–1476), comumente conhecido como Vlad, o empalador, foi príncipe (Voivoda) da Valáquia por três vezes, governando a região em 1448, de 1456 a 1462 e em 1476. 

            Ao mesmo tempo em que Vlad III se tornou famoso por seu sadismo e sendo taxado de louco, era respeitado pelos seus cidadãos como guerreiro, pela sua ferocidade contra os turcos e como governante que não tolerava o crime entre os seus subordinados. Durante o seu reinado, ergueu grandes mosteiros.
             Fora da Romênia, o voivoda é célebre pelas atrocidades contra os seus inimigos, que teriam  sido a inspiração para o Conde Drácula, vampiro de Drácula, romance de 1897 escrito pelo irlandês Bram Stoker.

                                                                         Retrato de Vlad III, datado por volta de 1560